A seca tá braba na região de Irecê, e quem vive da roça tá sentindo o peso da estiagem. Sem chuva, o milho, o feijão e as outras plantações morreram no seco, deixando os agricultores sem nada.
Seu Reinaldo, que planta há mais de 30 anos, olha pro chão rachado e balança a cabeça. "A gente rala, compra semente, prepara a terra, e no fim não vê um grão. É triste demais!", lamenta.
A história se repete por toda parte. Sem safra, o dinheiro some, as contas apertam e até a comida na mesa fica difícil. E como se não bastasse, o preço dos alimentos tá lá em cima nos mercados.
Dona Dete, que sempre colheu feijão pra família, agora tem que comprar. "Nunca pensei que ia passar por isso. Antes, a gente colhia e ainda vendia um pouco. Agora, nem pra gente tem!", diz com os olhos marejados.
E o problema não é só na lavoura, não. Os poços artesianos também tão secando, e a falta d’água atinge até quem criava esperança nos poços mais fundos. "A gente já não tem chuva, agora nem água do poço pra salvar as plantações e os animais tem mais. É um desespero!", conta Seu Reinaldo.
A única esperança agora é o Seguro Safra, mas cadê o dinheiro? Os agricultores tão cansados de esperar e pedem urgência no pagamento. "A seca não espera, a fome não espera! O governo tem que liberar logo esse dinheiro pra gente não passar mais aperto", cobra Seu Reinaldo.
Enquanto isso, no campo, só resta a poeira, o sol quente e a incerteza de quando a chuva vai voltar a molhar a terra.
LAPOENSE TV

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