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O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), assinou na última sexta-feira (27) um decreto desapropriando mais de 1 milhão de metros quadrados no município de Irecê, no sertão baiano, para viabilizar a ampliação do Aeroporto Nobelino Dourado. A medida, segundo o governo, é fruto de estudos da Superintendência de Infraestrutura de Transporte da Bahia (SIT/Seinfra) e faz parte de um projeto que pretende transformar o aeroporto em uma estrutura capaz de receber voos comerciais, com melhorias na pista, terminal de passageiros e áreas operacionais.
Apesar da grandiosidade do anúncio e da expectativa de desenvolvimento econômico para a região, a população local encara a notícia com certo ceticismo. Isso porque a requalificação do aeroporto é uma promessa antiga, que já circulou em gestões passadas, especialmente em períodos próximos às eleições. Agora, com a aproximação do pleito de 2026, a movimentação volta à cena política.
Desde agosto de 2024, o governo do estado retomou o discurso de recuperação do aeroporto. Em março deste ano, Jerônimo esteve em Brasília para tratar do tema com o ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho. Mas até aqui, os anúncios não vieram acompanhados de um cronograma claro de execução, tampouco de garantias orçamentárias efetivas.
O projeto, que inclui ampliação de pista, reforma do terminal e construção de áreas de apoio, é importante e necessário para o potencial produtivo e turístico de Irecê. No entanto, a crítica construtiva que se impõe é clara: a população precisa de mais do que protocolos e boas intenções, precisa ver tratores no chão, placas de obra com prazos reais e entregas concretas.
Anúncios sem execução só reforçam o desgaste da confiança pública nas instituições. A região sertaneja da Bahia merece desenvolvimento de verdade e não mais uma promessa embalada em discurso de palanque.
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