O financiamento de veículos no Brasil encerrou o primeiro semestre de 2026 com alta de 10,9%, impulsionado sobretudo pela negociação de veículos usados. Segundo levantamento da Trillia, plataforma de análise de dados da B3, o total de concessões de crédito para o setor automotivo saltou de 3,41 milhões para 3,78 milhões de unidades entre janeiro e junho, registrando o maior volume para o período desde 2008.

No balanço dos seis primeiros meses do ano, as vendas a prazo de seminovos e usados somaram 2,38 milhões de unidades, enquanto os modelos zero-quilômetro alcançaram 1,39 milhão. Em igual período do ano anterior, os montantes haviam sido de 2,18 milhões e 1,22 milhão, respectivamente.

A expansão do crédito automotivo foi observada em todas as regiões do país na comparação anual. A Região Centro-Oeste liderou o crescimento com alta de 13,1%, acompanhada pelo Nordeste (12,6%), Sul (11,2%), Sudeste (10,6%) e Norte (4,4%).

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Entre as categorias analisadas, os comerciais leves se destacaram no mercado. Somente em junho de 2026, o segmento registrou 434 mil operações financiadas — um avanço de 11,9% perante as 388 mil de junho de 2025, embora tenha apresentado leve retração de 2,6% ante maio.

No nicho de automóveis leves, os modelos de segunda mão mantiveram trajetória ascendente, crescendo 12,0% em junho (323 mil unidades). Em contrapartida, os veículos novos recuaram 3,3% no mesmo mês, totalizando 112 mil contratos.

Outro indicador relevante foi o aumento no prazo médio dos financiamentos para carros e comerciais leves, que passou de 46,3 para 47,2 meses no acumulado semestral.

O prolongamento das parcelas estendeu-se por diferentes faixas de uso, com destaque para os modelos de 4 a 8 anos de fabricação (prazo subiu de 50 para 51,3 meses) e seminovos de até 3 anos (de 49,4 para 51,6 meses).

Motos

O mercado de motocicletas manteve ritmo aquecido, impulsionado pela demanda por veículos de trabalho. Em junho de 2026, foram financiadas 155 mil motos, um avanço de 5,6% ante junho de 2025, apesar do declínio mensal de 3,9% em relação a maio.

As motos usadas impulsionaram os resultados do setor, somando 116 mil contratos em junho (alta de 5,5% no ano). Já os modelos zero-quilômetro somaram 39 mil unidades, apontando uma redução de 2,4% no mesmo comparativo.

Pesados

O segmento de veículos pesados, focado no transporte de passageiros e cargas, acumulou 24 mil financiamentos em junho de 2026. O resultado representa crescimento anual de 7,1% e avanço de 5,8% em relação a maio do mesmo ano.

Diferente dos leves, os veículos pesados novos protagonizaram o avanço, registrando um salto expressivo de 33,2% em junho ao atingir 13 mil unidades.

Por fim, os pesados usados totalizaram 11 mil concessões, com alta de 19,9%, reforçando a continuidade dos investimentos na renovação e expansão de frotas comerciais.

FONTE/CRÉDITOS: Matheus Crobelatti* - Estagiário da Agência Brasil