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Um novo projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados, de autoria da deputada Geovania de Sá (Republicanos-SC), propõe a criação do Programa Empresa Doadora de Sangue. O objetivo principal é oferecer incentivo fiscal a empresas privadas que se engajarem ativamente na promoção da doação voluntária e regular de sangue, buscando suprir as necessidades constantes dos bancos de sangue no país.
A deputada Geovania de Sá ressalta a importância vital da doação de sangue, mas aponta os desafios recorrentes na captação. Ela acredita que o envolvimento do setor privado, através de benefícios concretos, representa uma abordagem inovadora e eficaz para assegurar a sustentabilidade do suprimento sanguíneo.
Como as empresas podem participar
A adesão ao programa se dará mediante um termo de compromisso firmado entre a empresa privada e os hemocentros locais, ou diretamente com o Ministério da Saúde. Empresas sujeitas ao regime de tributação pelo lucro real também estão aptas a participar.
Para integrar o programa, as empresas deverão:
- Realizar, no mínimo, uma campanha interna anual sobre a relevância da doação de sangue e do programa.
- Estimular seus colaboradores a efetuarem a doação de sangue ao menos uma vez por ano.
- Conceder aos funcionários dispensa remunerada no dia da doação, sem qualquer prejuízo salarial ou de outros direitos trabalhistas.
- Manter um registro atualizado dos funcionários que realizaram doações, com a devida comprovação, em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).
Benefícios para as empresas
As empresas que aderirem ao programa poderão usufruir de benefícios fiscais e institucionais. Uma das principais vantagens é a possibilidade de deduzir parte das despesas relacionadas à implantação e execução do programa, como custos com transporte de doadores e o afastamento remunerado, diretamente do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ).
Essa dedução fiscal será limitada a 1% do imposto de renda devido pela empresa. Além disso, as participantes terão direito a:
- Receber um selo oficial que as reconheça como empresas socialmente responsáveis.
- Possibilidade de obter pontuação adicional ou critério de desempate em licitações públicas.
- Serem mencionadas em campanhas institucionais promovidas pelos hemocentros.
Próximos passos da proposta
O Projeto de Lei 871/26 segue em caráter conclusivo e passará por análise nas comissões de Saúde; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para que se torne lei, a proposta ainda necessita de aprovação tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado Federal.
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