A 27ª Parada Brasília Orgulho ocupou a Esplanada dos Ministérios para celebrar a diversidade e convocar a população LGBT+ ao voto consciente nas próximas eleições. O evento uniu conscientização política e celebração cultural, cobrando o combate à discriminação e a garantia de direitos fundamentais para toda a comunidade.

Entre cores, fantasias e adereços característicos, o público levou à capital federal uma mensagem contundente de afirmação e resistência. A estilista e performer Havenna Wandelookx, que acompanha o movimento na cidade há 16 anos, ressaltou o equilíbrio entre a celebração e a mobilização social.

“A gente vem para se divertir, mostrar brilho e se jogar. Contudo, precisamos ter a consciência de que existe uma vida além disso e que podemos demonstrar que isso é bom, apesar de todo o ódio”, declarou a performer.

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Além dos discursos e da programação musical, o evento ofereceu serviços públicos à população em tendas operadas por órgãos parceiros. Os participantes puderam acessar atendimentos de enfermagem, suporte da Polícia Civil para denúncias de LGBTfobia e orientações da Defensoria Pública sobre a retificação e inclusão do nome social em documentos oficiais.

Conscientização eleitoral e representatividade

O organizador da mobilização, Richard Alexandre, reafirmou a dimensão política do ato. Sob a bandeira “LGBT, levante e vote”, a edição deste ano incentivou os cidadãos a apoiarem candidaturas alinhadas à proteção dos direitos humanos e à igualdade social.

“Necessitamos, cada vez mais, de parlamentares que compreendam as nossas pautas, nos respeitem e utilizem a legislação em favor da proteção da nossa comunidade”, destacou Alexandre.

O coordenador do projeto, Welton Trindade, pontuou os avanços históricos obtidos desde o início das mobilizações na capital federal. “A parada começou em 1998, época em que não havia qualquer representante nos Poderes. Atualmente, presenciamos o aumento gradativo de pessoas LGBT eleitas”, observou.

Presença constante e combate ao preconceito

A militante Sueli Oliveira, de 67 anos, esteve presente no evento vestindo uma bandeira do Brasil adaptada com os tons do arco-íris. Com presença assídua em manifestações do gênero em Brasília e São Paulo, ela enfatizou a importância da ocupação dos espaços públicos e do exercício da cidadania.

“É fundamental participarmos dessas atividades como forma de dar visibilidade à nossa luta e à nossa própria existência”, ressaltou a ativista, apontando que o sufrágio é instrumento essencial contra a intolerância.

“É o momento em que paramos para dizer que existimos e que temos o direito, como qualquer cidadão, de estarmos aqui, de votarmos e de amarmos quem quisermos”, finalizou.

FONTE/CRÉDITOS: Marcelo Brandão - Repórter da Agência Brasil