A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) divulgou um conjunto de recomendações focadas em agricultura sustentável voltadas para candidatos aos cargos executivos e legislativos nas eleições. O documento visa orientar programas de governo com base em evidências científicas, destacando a relevância da inovação tecnológica e do financiamento contínuo para o setor agropecuário nacional.

Intitulado Agenda estratégica para agricultura do Brasil: contribuições de pesquisa e inovação, o relatório está disponível no portal da instituição, que é vinculada ao Ministério da Agricultura e Pecuária. Segundo os especialistas, o agronegócio possui papel central no desenvolvimento econômico, na segurança alimentar e no combate às mudanças climáticas.

Impacto econômico do setor

O levantamento destaca a relevância do agronegócio na economia brasileira. De acordo com a Embrapa, o Produto Interno Bruto (PIB) do setor atingiu R$ 3,2 trilhões em 2025, o que representa 25% de todas as riquezas geradas no país. Além disso, as atividades rurais empregaram 28,4 milhões de trabalhadores no último ano.

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Em termos de comércio exterior, o Brasil exportou US$ 169,2 bilhões em produtos agropecuários, alcançando 48,5% das vendas externas totais. A empresa também atua no melhoramento genético para resistir a secas e temperaturas extremas, gerando um retorno social de R$ 27,12 para cada real investido na instituição.

Eixos estratégicos de atuação

A publicação enumera seis áreas fundamentais para o avanço da produção rural sustentável:

  • Segurança alimentar e nutricional;
  • Agricultura sustentável e resiliência à mudança do clima;
  • Bioeconomia e desenvolvimento sustentável;
  • Transição energética e bioenergia;
  • Desenvolvimento territorial e inclusão produtiva no meio rural;
  • Transformação digital no meio rural.

Para garantir a segurança alimentar, a entidade alerta para a necessidade de reduzir a dependência de insumos importados. A falta de aportes em pesquisa e inovação eleva a vulnerabilidade do país a choques geopolíticos, sanitários e climáticos. Sem ações preventivas contra a crise climática, o Ipea estima um prejuízo de R$ 17,1 trilhões à economia até 2050.

Outro ponto ressaltado é a transformação digital no campo. O avanço de tecnologias como inteligência artificial, Internet das Coisas e agricultura de precisão exige a expansão da conectividade rural como pré-requisito para a modernização do setor.

Papel do Executivo e do Legislativo

Por fim, a Embrapa orienta que o Poder Executivo deve priorizar estratégias de desenvolvimento rural inclusivo e sustentável. Já o Poder Legislativo tem a missão de estabelecer marcos regulatórios, orçamentários e institucionais que assegurem estabilidade e previsibilidade para os investimentos de longo prazo.

FONTE/CRÉDITOS: Bruno de Freitas Moura ─ Repórter da Agência Brasil