Espaço para comunicar erros nesta postagem
O governo brasileiro manifestou veemente repúdio à revogação de visto da embaixadora do país nos Estados Unidos, Maria Luiza Ribeiro Viotti, anunciada pelo Departamento de Estado norte-americano nesta terça-feira (4). A medida da administração de Donald Trump foi justificada por uma alegada demora de Brasília em conceder o aval diplomático ao novo representante dos EUA no Brasil.
Em posicionamento oficial, a Presidência da República rebateu categoricamente as alegações de Washington, classificando as justificativas como inteiramente falsas.
De acordo com a nota divulgada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, os próprios EUA violaram a Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas ao tornar público o nome de seu indicado antes da aprovação do país anfitrião.
O Executivo brasileiro pontuou que a solicitação diplomática continua em análise e lembrou que o tratado internacional não estipula prazo para a concessão do agrément.
Escalada de atritos diplomáticos
O comunicado do governo também justificou a recente negativa dada a dois funcionários norte-americanos, afirmando que a presença deles tinha o propósito de colocar em dúvida o sistema eleitoral e interferir no pleito presencial do país.
Segundo o Planalto, a atitude contra a embaixadora faz parte de uma "escalada deliberada de medidas hostis", impulsionada por motivações ideológicas incompatíveis com o histórico de respeito mútuo entre as duas nações.
A nota destacou ainda que autoridades brasileiras e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) seguem sob punições da Lei Magnitsky, impostas em retaliação à condenação de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.
O texto conclui ressaltando que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva buscou o entendimento bilateral e pediu pessoalmente ao presidente Donald Trump a suspensão dessas sanções durante visita a Washington em maio passado.
Nossas notícias
no celular
