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O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) realizou, nesta segunda-feira (3), uma demonstração pública detalhada da urna eletrônica para jornalistas e órgãos fiscalizadores, reafirmando a segurança do sistema de votação. A iniciativa ocorreu no âmbito da Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação para combater a desinformação e comprovar a auditabilidade do processo eleitoral.
Durante a apresentação, a estrutura interna do equipamento foi exibida ao público, detalhando o funcionamento dos circuitos e das barreiras de proteção. O presidente do TRE-RJ, desembargador Claudio de Mello Tavares, ressaltou que a tecnologia passa por checagens rigorosas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ministério Público, Forças Armadas e universidades.
Tavares destacou que o sistema atual preserva a soberania popular e a transparência do pleito, ressaltando que não há no país um dispositivo tecnológico mais testado e inspecionado do que o aparelho de votação brasileiro.
Camadas de proteção e tecnologia do equipamento
O secretário de Tecnologia da Informação do tribunal, Michel Kovacs, detalhou as barreiras físicas e digitais criadas para impedir fraudes. Entre os mecanismos estão os lacres produzidos pela Casa da Moeda, desenvolvidos para deixar vestígios evidentes em caso de qualquer tentativa de violação.
A segurança da votação conta ainda com assinaturas digitais, checagem biométrica e auditorias frequentes. No dia da eleição, os dados armazenados na memória interna da urna também são salvos de forma simultânea em mídias externas de carga e resultado.
Em situações imprevistas de falha técnica, o tribunal aciona mídias específicas de contingência. Essa tecnologia transfere as informações para um equipamento reserva sem perda de votos, permitindo a continuidade da eleição na seção sem comprometer os registros.
Kovacs frisou que a urna opera totalmente isolada da internet e de redes externas. Essa arquitetura impede que invasores consigam ultrapassar os protocolos de segurança estabelecidos nacionalmente.
Em relação à fabricação dos aparelhos, a Justiça Eleitoral é responsável por desenhar todo o projeto técnico e os programas. A empresa contratada apenas executa a montagem física sob supervisão rigorosa, sem autonomia para ativar as urnas sem autorização oficial.
Riscos do retorno ao voto em papel
Ao abordar os questionamentos sobre a volta do voto impresso, Kovacs recordou que a tecnologia foi introduzida em 1996 justamente para erradicar fraudes históricas da apuração manual, como rasuras, sumiço de cédulas e alteração de planilhas.
O especialista concluiu afirmando que abandonar o sistema eletrônico seria um retrocesso considerável para a democracia brasileira, tornando a apuração lenta, dispendiosa e vulnerável a erros humanos ou manipulações intencionais.
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