A Defesa Civil do estado de São Paulo emitiu um alerta de risco elevado para incêndios e queimadas nas regiões central, oeste e leste do interior paulista. A medida foi tomada devido à intensificação do tempo seco e à persistente condição de seca moderada a leve que afeta o estado desde fevereiro de 2024, conforme dados do Monitor das Secas da Agência Nacional de Águas (ANA), gerando preocupações adicionais para o abastecimento hídrico.

O alerta específico abrange toda a área a partir de Piracicaba, com validade entre hoje (19) e quarta-feira (21). A situação é ainda mais crítica na região norte, que se estende de Barretos a Araçatuba, onde o risco de queimadas é classificado como extremo para o dia 21.

Historicamente, o estado de São Paulo registra poucos focos de incêndio. No entanto, o ano de 2024 já apresentou um cenário preocupante na região norte paulista, com extensas queimadas atingindo lavouras de cana-de-açúcar. Naquela ocasião, a presença do fenômeno El Niño foi um fator, embora sua intensidade fosse menor do que a esperada para o período atual.

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Em 2023, foram documentados incêndios em parques estaduais e Áreas de Proteção Ambiental (APAs). Felizmente, a existência de um plano robusto de prevenção e combate a incêndios florestais tem sido fundamental para evitar impactos mais severos nos últimos anos.

Preocupação com o abastecimento urbano

A situação hídrica também gera apreensão em relação ao abastecimento urbano. Nos últimos dez anos, diversas cidades do interior paulista têm enfrentado sérias dificuldades durante os períodos de seca, levando à implementação de rodízios e à busca por obras de captação alternativa.

Municípios como Itu, Bauru, Campinas e Ribeirão Preto são exemplos de localidades que registraram longos períodos de estresse em seus sistemas de saneamento, evidenciando a vulnerabilidade regional.

Inclusive a Região Metropolitana da capital não está imune, tendo experienciado meses consecutivos de interrupções no fornecimento de água durante as madrugadas. Para contornar a escassez, a metrópole tem buscado fontes de captação cada vez mais distantes, como a bacia do Rio Paraíba do Sul, uma medida adotada desde janeiro deste ano.

FONTE/CRÉDITOS: Guilherme Jeronymo - Repórter da Agência Brasil