O Ministério da Fazenda defendeu, nesta segunda-feira (17), o fortalecimento e a expansão das relações comerciais do Brasil com diversos parceiros internacionais. Durante evento em São Paulo, Dario Durigan ressaltou a importância de posicionar o país como um porto seguro e previsível para investimentos globais, evitando a dependência exclusiva de blocos econômicos da Ásia ou da América do Norte.

As declarações ocorrem em um cenário de atrito diplomático e econômico com os Estados Unidos. Recentemente, o governo brasileiro iniciou processos formais para avaliar se as tarifas impostas pelos norte-americanos às exportações nacionais serão respondidas com a Lei da Reciprocidade Econômica (Lei nº 15.122).

A legislação foi criada como reação a sobretaxas anteriores impostas pela gestão de Donald Trump. O texto estabelece mecanismos jurídicos para suspender concessões comerciais caso políticas unilaterais estrangeiras afetem negativamente a competitividade de produtos brasileiros no exterior.

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Ajustes e estabilidade fiscal

Além do cenário externo, a gestão da política fiscal interna esteve em pauta. Durigan sustentou a necessidade de aplicar instrumentos de contenção, como o congelamento de orçamentos e a limitação de gastos obrigatórios, garantindo uma trajetória de estabilidade sem desestruturar as contas públicas.

Sobre a reforma tributária, a avaliação é que o ano de 2027 marcará uma etapa crucial de transição rumo a um sistema produtivo mais eficiente. O representante da Fazenda destacou ainda que a redução dos juros para patamares equilibrados é fundamental para viabilizar a oferta de crédito e sustentar o crescimento de longo prazo.

FONTE/CRÉDITOS: Guilherme Jeronymo - repórter da Agência Brasil