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Três ex-integrantes da Guarda Civil Metropolitana de São Paulo foram condenados pela 1ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da Capital. As sentenças, que variam entre 11 e 16 anos em regime fechado, incluem também a perda da função pública.
As condenações decorrem de acusações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público, que apontou a atuação dos agentes entre outubro de 2019 e janeiro de 2023. Durante esse período, eles teriam fornecido armas e munições para o mercado ilegal na área central da cidade, conhecida como Cracolândia.
Abastecimento de mercado ilegal
Além do armamento, os ex-guardas também comercializavam bloqueadores de sinais de radiofrequência. Esses dispositivos são comumente empregados na ocultação de veículos subtraídos, facilitando a ação de criminosos.
De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), o esquema criminoso explorava o cenário de vulnerabilidade social e a alta incidência de atividades ilícitas na região.
O GAECO destacou em nota que o comércio clandestino de armas era parte de um ecossistema criminoso mais amplo. Este incluía atividades como receptação de produtos roubados, tráfico de drogas, exploração de jogos de azar e a corrupção de agentes públicos.
Cracolândia: um cenário complexo
A Cracolândia, localizada no centro de São Paulo, é historicamente marcada pelo uso ostensivo de drogas. A área também se tornou um ponto de convergência para redes de tráfico e receptação de bens furtados.
Embora tenha havido uma dispersão significativa dos usuários há cerca de um ano e meio, pequenos grupos ainda consomem entorpecentes abertamente na região. Muitos dos moradores em situação de rua que frequentavam a área foram deslocados para outros pontos da cidade, como Raposo Tavares, Cidade Tiradentes, Vila Leopoldina e Jardim Ângela.
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