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A Universidade Federal Fluminense (UFF) recebe, no Campus Gragoatá, em Niterói, a ExpoT&C, considerada a maior feira científica da América Latina. O evento ocorre até sábado (1º), integrando a programação da reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) para apresentar inovações e aproximar a sociedade do conhecimento acadêmico.
Ao todo, 67 estandes ocupados por universidades, centros de pesquisa, museus, agências de fomento e corporações privadas compõem a estrutura montada no estado do Rio de Janeiro. A iniciativa busca fortalecer a divulgação tecnológica e incentivar a iniciação científica.
Projetos tecnológicos e protagonismo estudantil
Entre os destaques do evento, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) apresenta protótipos e pesquisas desenvolvidas por alunos de graduação. Segundo Raphael Cavalcante, diretor de integração acadêmica e comunicação da Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa, o foco foi demonstrar a aplicação prática da ciência.
A estrutura da UFRJ combina itens do Museu Nacional com demonstrações de impressoras 3D, foguetes, submarinos e aeronaves. O objetivo da instituição é mostrar aos jovens que o desenvolvimento científico pode ser iniciado desde cedo.
Um dos projetos exibidos é um aeromodelo projetado pelo grupo de extensão Minerva Aerodesign, formado por alunos da Escola Politécnica. O protótipo focado em eficiência estrutural pesa 4,5 kg e tem capacidade para carregar até 10 kg.
O estudante de engenharia elétrica Arthur Chehab Lasmar ressaltou o orgulho da equipe em criar a aeronave do zero. Projetos dessa natureza possuem aplicação direta na indústria de transporte de cargas e no mapeamento do setor agropecuário.
Pesquisa e conservação da Amazônia
A produção de conhecimento de diferentes regiões do país também ganha relevância no evento com a participação do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), instituição com 74 anos de história e referência em estudos tropicais.
O diretor do Inpa, Henrique dos Santos Pereira, enfatizou que o encontro nacional é fundamental para divulgar as atividades do instituto e ampliar a conscientização sobre a preservação da biodiversidade amazônica.
Complementando a presença da instituição, o coordenador do Bosque da Ciência do Inpa, Jorge Luiz Ramos Lobato, ressaltou que a interação com o público ajuda a atrair novos acadêmicos para os programas de pós-graduação e incentiva a atuação científica na região Norte.
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