A Justiça do Estado do Rio de Janeiro atendeu a um pedido do governo estadual e do Rioprevidência nesta quinta-feira (23) ao decretar o bloqueio de contas do Banco Master e de investigados ligados a esquemas financeiros. A medida cautelar visa resguardar até R$ 135 milhões para estancar prejuízos sofridos pelo fundo previdenciário em operações sob suspeita de irregularidade.

Além da instituição financeira, a ordem judicial atinge a Trustee Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários LTDA., a Axor Asset LTDA. e os executivos Alexandre Marchesani Canata e Felipe Mota Separovic Rodrigues.

Entenda a origem do prejuízo milionário

O litígio começou quando o fundo de previdência fluminense alocou R$ 150 milhões no Fundo de Investimento Texas i Fia. A carteira desse ativo estava quase totalmente exposta aos papéis da empresa Ambipar Participações e Empreendimentos S.A.

Publicidade
Publicidade

Leia Também:

Cerca de um ano após a aplicação, o ativo sofreu uma forte queda de valor no mercado de capitais, resultando em um dano financeiro imediato de quase R$ 15 milhões ao patrimônio do órgão público.

Indícios de gestão temerária e manipulação

Na decisão, o juiz Wladimir Hungria, da Vara de Fazenda Pública, destacou a sofisticação dos atos fraudatórios cometidos. Conforme o magistrado, a manobra exigiu atuação coordenada e controle direto dos citados para pulverizar o capital investido.

O magistrado ressaltou ainda a existência de graves indícios de gestão temerária por parte dos administradores do fundo estadual durante a execução do aporte.

A alocação maciça em um único ativo levanta a suspeita de ter sido usada para inflar artificialmente a cotação das ações, usando a autarquia pública como instrumento para viabilizar a especulação financeira.

FONTE/CRÉDITOS: Douglas Corrêa - Repórter da Agência Brasil