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Representantes do governo e de setores produtivos debateram na Câmara dos Deputados os impactos da lei do combustível do futuro, que impulsiona bilhões em novos investimentos no Brasil. O marco regulatório busca substituir gradualmente os combustíveis fósseis por alternativas sustentáveis.
A legislação abrange o aumento na mistura de etanol e biodiesel, além de incentivar o biometano, o diesel verde e o combustível sustentável de aviação (SAF). Estimativas do Monitor Energia do Futuro indicam cerca de R$ 200 bilhões aplicados ou planejados.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, celebrou contratos recentes voltados ao biorrefino de diesel verde e SAF em Mataripe, destacando o potencial econômico e ambiental dessas iniciativas para o país.
O seminário foi organizado pela Comissão Especial sobre Transição Energética. O deputado Arnaldo Jardim ressaltou que conflitos internacionais recentes encarecem os combustíveis fósseis e tornam a transição ainda mais urgente.
Durante o evento, o diretor-geral da ANP, Artur Watt Neto, defendeu a aprovação de projetos para combater fraudes fiscais e aprimorar a fiscalização inteligente por meio de cruzamento de dados.
Diversas associações setoriais apresentaram projeções otimistas. A Abiogas, a Abiove e a Bioenergia Brasil apontam que o país possui capacidade técnica e resíduos suficientes para liderar globalmente a transição verde sem depender de tecnologias externas.
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