O governador Jerônimo Rodrigues acordou cedo neste domingo (6) e puxou uma reunião pesada no Centro de Operações e Inteligência, lá no CAB, em Salvador. O motivo? A seca braba que tá castigando várias regiões da Bahia. Já são mais de 70 cidades em situação de emergência, e a previsão é que esse número aumente nos próximos dias.

Jerônimo juntou secretários e chefes de órgãos importantes como defesa civil, assistência social e desenvolvimento rural pra montar um plano de emergência que vai ser apresentado ainda essa semana ao presidente Lula, em Brasília.

“A Bahia já tá acostumada a lidar com a seca, mas agora o negócio tá ficando sério. Tem lugar virando quase deserto”, disse o governador. Ele explicou que o decreto de emergência ajuda a liberar verbas do governo federal e facilita o Estado a agir mais rápido.

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Entre as ações já confirmadas, estão:

  • Limpeza de aguadas (tanques de água)
  • Envio de carros-pipa
  • Construção de cisternas
  • Distribuição de ração pra animais

Jerônimo já esteve com o ministro da Integração e Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, e deve voltar à capital federal com um documento mais robusto, com a divisão de responsabilidades entre prefeituras, Estado e União. A promessa é que em até 10 dias tenham novidades de investimentos.

O secretário de Desenvolvimento Rural, Osni Cardoso, reforçou que a seca tá braba mesmo. “São três meses de pouca chuva, e a previsão não é boa. Nosso foco agora é manter a produção no campo, cuidar dos animais e do povo que vive da roça.”

Tiago Pereira, que comanda o programa Bahia Sem Fome, lembrou que a seca e a fome andam juntas. “Já entregamos 60 mil cestas básicas em 165 municípios desde o ano passado. E já temos 40 mil estocadas pra 2025”, garantiu.

No final, Jerônimo fez questão de lembrar que tá contando com os prefeitos, os deputados e a ajuda do governo federal. “Vamos dar uma resposta rápida pra quem tá sofrendo. É hora de união e trabalho.”

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