Durante audiência pública em Brasília, na última quarta-feira (2), a defensora pública-geral de São Paulo, Luciana Armiliato de Carvalho, destacou como o uso de ferramentas tecnológicas tem sido fundamental para combater a violência contra a mulher, facilitando o acolhimento de denúncias e pedidos de socorro fora do horário comercial.

A assistente virtual Júlia, implementada pela Defensoria Pública paulista, registrou quase 36 mil atendimentos de violência doméstica entre 2020 e 2026. Além disso, a busca por medidas protetivas de urgência por meio da plataforma digital cresceu 15% entre os anos de 2023 e 2025.

Segundo a defensora, cerca de 23% dos atendimentos do órgão ocorrem fora do expediente comercial, sendo que 11% são realizados aos finais de semana. A tecnologia permite que as vítimas solicitem apoio no momento exato em que se sentem seguras para denunciar, independentemente do horário de funcionamento das instituições.

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Delegacia online e integração rápida

Em São Paulo, a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) online já concentra 26% de todos os boletins de ocorrência de violência doméstica do estado. A delegada Jamila Jorge Ferrari explicou que o sistema envia os pedidos de medidas protetivas imediatamente ao Judiciário e ao Ministério Público para acelerar as decisões judiciais.

Outro exemplo bem-sucedido é o aplicativo Maria da Penha Virtual, criado no Rio de Janeiro por estudantes de direito. De acordo com Rafael Wanderley, diretor da organização Direito Ágil, a ferramenta digital já prestou assistência a mais de 16 mil mulheres vítimas de agressões domésticas.

Propostas para o avanço das políticas públicas

Para consolidar esses avanços, Luciana de Carvalho sugeriu a criação de uma base nacional integrada de registros. Paralelamente, a deputada Luizianne Lins propôs a realização de um seminário nacional para debater e expor essas inovações durante a campanha dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres.

FONTE/CRÉDITOS: Agência Câmara Notícias