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A comissão mista do Congresso Nacional responsável por avaliar a medida provisória da taxa das blusinhas aprovou, nesta quarta-feira (2), o texto que zera o imposto de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 feitas por plataformas digitais.
O projeto segue agora para apreciação nos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. A expectativa é que a votação ocorra rapidamente, já que a matéria perde a validade na próxima terça-feira (8).
A relatora da matéria, senadora Leila Barros (PDT-DF), argumentou que a medida corrige uma distorção em relação à isenção de bagagens para viajantes internacionais.
Segundo a parlamentar, tributar as remessas populares enquanto se mantém a isenção para quem viaja ao exterior penaliza as famílias de menor renda.
O texto aprovado também zera o imposto de importação para remédios sem similar nacional e reduz de 60% para 30% a alíquota aplicável em compras de até US$ 3 mil.
Impactos e divergências
Apesar da aprovação na comissão, parlamentares como o senador Izalci Lucas (PL-DF) criticaram a medida, apontando riscos para a competitividade da indústria nacional diante dos produtos estrangeiros.
Para monitorar os reflexos da medida, o relatório incluiu a obrigatoriedade de avaliações periódicas pelo Ministério da Fazenda, com o primeiro relatório previsto para novembro.
Fiscalização rigorosa
O novo texto estabelece regras rígidas para marketplaces e operadores logísticos no combate a fraudes e contrabando.
As empresas precisarão garantir a rastreabilidade dos vendedores e colaborar diretamente com a Receita Federal, sob pena de multas e suspensão das atividades.
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