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O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) ofereceu denúncia contra oito pessoas investigadas por esquema de lavagem de dinheiro em bets. A acusação aponta que recursos ilícitos oriundos do jogo do bicho eram ocultados na economia formal através de plataformas digitais de apostas esportivas.
Segundo o Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), os suspeitos dissimularam ao menos R$ 5,2 milhões. Operações de busca e apreensão da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI) foram executadas na Barra da Tijuca, Freguesia, Botafogo e centro do Rio, além de alvos localizados no Paraná e em Goiás.
Estrutura do esquema e atuação de empresas
A investigação revelou que a casa de apostas Rio Jogos, operada pela Lema Administração e Participações, servia de meio para reintroduzir os valores ilícitos no mercado financeiro. A organização utilizava pessoas apontadas como laranjas e diversas companhias, como a JRF Eagle e a Invectry Participações, que tiveram seus CNPJs e atividades suspensos pela Justiça.
O monitoramento financeiro identificou que, em maio de 2024, a Lema recebeu dois aportes de R$ 2,5 milhões de investigados e empresas do grupo. No mesmo dia, a quantia total de R$ 5,2 milhões foi repassada à Loteria do Estado do Rio de Janeiro (Loterj) para quitar a outorga de exploração de apostas de cota fixa.
A denúncia foi acolhida pela 2ª Vara Especializada em Organização Criminosa do Rio de Janeiro. A ação do MPRJ contou com o suporte institucional dos Ministérios Públicos estaduais do Paraná e de Goiás no cumprimento das ordens judiciais.
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